domingo, 19 de maio de 2013

Mais um exame de rotina. Na verdade, não. Um exampe pré-operatório. Subo as escadas, dou graças a Deus pelo laboratório estar vazio num sábado pela manhã. São quase 9h. O curso de assistente de direção começa às 10h, vai dar tempo. Faço o cadastro, vou pro primeiro andar e sou chamada. Janaína, uma moça simpática, prepara meu braço. Algodão, álcool, a picada. Viro os olhos para o outro lado, não quero ver meu sangue. Só sei que foram uns quatro ou cinco tubinhos. E depois, mais uma picadinha na orelha esquerda. Um teste para ver a coagulação do sangue. A sensação que há uns três anos não sentia. A leve suspensão, a perda dos sentidos, o zunido chegando. Aviso Janaína que sinto a iminência do desmaio. Ao terminar de pronunciar as palavras, a queda. Sonho algo, não lembro o que. Acordo, assustada, sem saber onde estou. Janaína não me é familiar. Ela me abana. Dois ou três segundos e me dou conta do que faço ali. Deito na maca, meio tonta, Janaína levanta minhas pernas, começo a melhorar. Ainda penso em ir para o curso, mas ao sentar, volto a ficar tonta, náusea, mal estar, vômito. Depois de alguns minutos, sento na sala de espera. Pego o elevador, desço as escadas do prédio 518. Chego na calçada. Um taxi na porta. Pergunto se estava livre, o taxista diz que espera a mãe. Atravesso a rua, meio tonta. Outro taxi, esse livre. Peço desculpas pro taxista. Do 518 para o 101. Uma corrida curta, R$ 5,60. Não conseguiria caminhar os 400 metros. O caminho do elevador até a porta da minha casa demora uma eternidade. Abro a porta, tranco meio cambaleante. Jogo a mochila e o casaco no sofá. Corro para o banheiro. Não há mais nada no estômago. Aviso que não posso ir ao curso. Durmo várias horas. Algo não está bem, mas só queria lembrar do que sonhei.

quinta-feira, 2 de maio de 2013