terça-feira, 29 de setembro de 2009

"Vidas separadas pelo mar" em Brasília

A escritora e jornalista itajaiense Sheila Ana Calgaro irá lançar o livro “Vidas separadas pelo mar”, na 3º Conferência Nacional de Aqüicultura e Pesca, em Brasília. O evento acontece no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, entre os dias 30 de setembro e 02 de outubro.

Com o lançamento do livro, também será aberta a exposição de fotos e extratos da obra, além da exibição do documentário “Ciclo das Horas”. Tanto o documentário como a obra retratam as histórias de vidas de pescadores industriais, familiares e pessoas ligadas à pesca industrial em Santa Catarina.

O evento é organizado pelo Conselho Nacional de Aqüicultura e Pesca (Conape) e coordenado pelo Ministério de Pesca e Aqüicultura (MPA). O vice-presidente, José Alencar, e a Ministra Chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, além do Ministro da Pesca e Aqüicultura, Altemir Gregolin, estarão presentes na abertura oficial.

CONTATO: Sheila Ana Calgaro - (47) 9605-6061



Sobre a obra

O livro-reportagem "Vidas separadas pelo mar" reúne narrativas retratando a vida de pessoas relacionadas à pesca industrial em Santa Catarina. O objetivo maior é registrar memórias e vivências de cidadãos anônimos que somem frente aos números e dados oficiais quando se trata da atividade pesqueira.

A autora apresenta histórias como a de Pinta Preta, pescador português que trabalhou em embarcações ainda movidas a carvão e foi pioneiro em explorar os mares do extremo-sul do Brasil. A vida de Virgínia, solitária em sua casa, convivendo com a constante espera pelo marido. As lembranças de Ricardo, sobrevivente de um naufrágio, que ficou quatro dias à mercê do oceano. A tristeza de Salma Benta, ao perder três filhos para o mar.

Histórias também vivenciadas por Sheila, a bordo do barco Monkfish, durante cinco dias em alto-mar, com dez pescadores. "Foi a maneira mais viva que encontrei para trazer minhas impressões e sensações ao texto meramente informativo. Para relatar a rotina estafante destes homens a puxar centenas de metros de rede, durante o dia inteiro", explica a autora. Desta forma, o livro se divide em 14 capítulos com histórias de vidas e aqueles nos quais a autora narra, em primeira pessoa, a experiência em alto-mar.

O livro foi lançado pela Lei de Incentivo à Cultura de Itajaí, com patrocínio da Multilog e apoio do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Pesca de Santa Catarina (Sitrapesca). A obra surgiu a partir do Trabalho de Conclusão de Curso da autora, apresentado em julho de 2007, para obtenção do diploma de bacharel em Jornalismo, pela Univali. Foram publicados mil exemplares, através da Editora Maria do Cais.

Exposição itinerante e outros projetos

O projeto, proposto na Lei de Incentivo à Cultura de Itajaí, foi ampliado para a exposição itinerante de 14 banners, com trechos do livro e fotos dos personagens, feitas pelo jornalista Elton de Souza. A exposição já percorreu espaços públicos em Itajaí, Florianópolis e Bombinhas.

A autora distribuiu gratuitamente cerca de 500 exemplares para pesquisadores de todo o país, além de algumas escolas de Itajaí e Florianópolis. Os professores já estão utilizando o livro em sala de aula.

"Muitas crianças e jovens têm pescadores em suas famílias. Mostrar a importância das memórias destas pessoas é fundamental para que os alunos também entendam a história da nossa região".

Sobre o documentário “Ciclo das Horas”

O documentário “Ciclo das Horas” mostra os relatos de pescadores industriais e familiares, o trabalho de semanas no mar e o cotidiano de poucos dias em terra. Todos eles trabalham em Itajaí, mas vivem na cidade de Imbituba, município com pouco mais de 40 mil habitantes. O vídeo une os depoimentos com uma narração poética e lúdica, misturando elementos de animação.

As imagens mostram a rotina de dez pescadores em alto-mar, durante viagem realizada por Sheila Ana Calgaro, diretora e produtora geral do documentário, além de depoimentos de seus familiares em terra. O filme foi finalizado apenas em julho deste ano e realizado de forma independente.

A equipe conta com a produção de Simone Castro, arte e fotografia de Mederijohn Corumbá, edição de Luciana Siebert e Roberto Stahelin, finalização de Luciana Siebert, trilha sonora de Leonardo Felippi e narração de Mariana Furlan. O apoio é do Sitrapesca e Pousada Barra Mar.

Agora, a equipe busca patrocínio para o filme, produção de DVD’s e exibições públicas.

Inscrições prorrogadas para o 11º Catavídeo

Em função da greve dos Correios os produtores catarinenses terão a mais uma chance de participar, inscrevendo suas realizações audiovisuais no 11º Catavídeo – Mostra de Vídeos Catarinenses, até o dia 16 de outubro. O evento acontece entre os dias 16 e 21 de novembro, no SESC da Prainha, em Florianópolis. O 11º Catavídeo conta mais uma vez com mostras paralelas como a tradicional sessão maldita, lançamento de livro e a presença de Eduardo Valente, que apresentou este ano o seu primeiro longa-metragem “No meu lugar”, com sessão especial em Cannes.

Além da programação, cinco oficinas já estão confirmadas para este ano. Com a colaboração de diretores e produtores locais, eles irão explorar técnicas de animação de sombra chinesa, animação com recortes, linguagem do vídeo, oficina de documentário e videodança. As inscrições serão gratuitas e logo estarão abertas.

Como uma das principais janelas de exibição, cerca de 800 vídeos já passaram pelo festival, ao longo de suas edições. O Catavídeo - Mostra de Vídeos Catarinenses se estabelece como um canal livre de discussão entre os realizadores audiovisuais do estado.

Para o público espectador serve também como ferramenta e incentivo à produção para aqueles que pretendem iniciar a jornada como produtores de vídeo nas suas mais diversas temáticas, formatos e linguagens, por meio de ferramentas e capacitação profissional.

O festival é realizado pela Associação Cultural Alquimídia e o Fundo Municipal de Cinema de Florianópolis (FUNCINE), em parceria com o SESC-SC. O regulamento e a ficha de inscrição (para preenchimento on-line ou download) estão disponíveis no site www.catavideo.org

Outras informações:
FUNCINE - Fundo Municipal de Cinema de Florianópolis. Forte Santa Bárbara, Centro, CEP: 88010-410, Florianópolis / SC
Expediente: 13h30min às 18h (de segunda a sexta-feira)
Fone: (48) 3224-6591 / (48) 9989-4215
E-mail: catavideo@alquimidia.org

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Eu juro!

Prometo ser mais disciplinada. Prometo escrever mais, pensar mais, executar mais, ler mais. Ouvir mais, ser mais, sentir mais.

Em breve, pretendo ser... uma pessoa melhor.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Feira de adoção de animais em Itajaí

No próximo sábado, 19 de setembro, será realizada mais uma feira de doação de animais em Itajaí. Ela acontece no estacionamento do supermercado Comprefort, a partir das 10h da manhã. A iniciativa é composta por voluntários que trabalham pela proteção e bem estar animal. São cães e gatos que esperam um lar saudável e feliz. A adoção é gratuita.

Se você não puder adotar, por favor, participe da campanha e doe um quilo de ração ou alimento para cães e gatos.

Os interessados em adotar um animalzinho devem ser maiores de idade, comparecer com documento de identidade, assinar um termo de compromisso com a responsabilidade de cuidar e oferecer uma vida digna ao bichinho. Além disso tudo, é preciso antes de mais nada verificar se ela possui condições para adotar um animal.

Faça algumas perguntas como:

- você tem espaço suficiente para ter um animal de estimação?

- você dispõe de tempo para atender às necessidades permanentes de carinho, companhia e exercícios físicos que seu amigo precisa?

- você tem condições financeiras para alimentá-lo diariamente, além de vaciná-lo e levá-lo ao veterinário periodicamente?


Pense bem antes de adotar e se você estiver disposto a compartilhar afeto e carinho, compareça neste sábado, a partir das 10h, no estacionamento do supermercado Comprefort, em Itajaí.

Muito obrigada, att.

Simone Castro
(47) 8422-6733

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

terça-feira, 15 de setembro de 2009

A estranha

No meio da multidão, ela é só mais um.
Sentada no ônibus, parada na esquina, lendo um livro com seu óculos fundo de garrafa.
Não é bonita e não se faz bonita.
Sonha acordada em devaneios submersos.
É simpática e educada.
Ri alto, mas ainda assim, passa despercebida.
A tranquilidade é apenas superficial.
Há uma explosão de sentimentos ali dentro.
Uma vida calma que parece desmoronar.
A dúvida entre qual caminho seguir.
Os desejos, o futuro, a incerteza.
Nada é fixo. E não existe pra sempre.
É apenas uma história e ela não sabe que é um personagem.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Setembro

O sorriso esconde a lágrima.
Sob a maquiagem, solidão.
O espelho reflete a espera.
Em meio às crianças, ao som alto de gritos e gargalhadas, brincadeiras e um pula-pula, ainda há tristeza.
Uma dor de cabeça emaranhada ao estômago vazio.
À espera pela comida ao fim da festa.
Enquanto todos se divertem, o esforço em fingir-se feliz.
Ao final, ao tirar a maquiagem, finalmente o olhar no espelho revela o sentimento secreto.
A lágrima salgada finalmente escorre pela bochecha vermelha.
É hora de iniciar um novo show.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Você sabe o que é tiete?

Eu simplesmente adorei o texto do Roberto Vieira. Me identifico profundamente, pois já passei pela estranha sensação de me sentir tiete. Pior, groupie... mas isso é assunto para uma outra hora. Fique abaixo com o texto do Roberto.

Caso queira conhecer outros textos ou o ótimo blog dele: http://blogs.abril.com.br/ressonancia

Abraços,

Simone


Você sabe o que é tiete?

Gilberto Gil fez um frevo com este tema, lá pelo começo dos anos 80, se não me engano em homenagem a Regina Casé. Devia encher bastante o saco do GG, que, baiano, em vez de dar soco, pontapé, gritar, fez uma canção bem bacaninha, que infelizmente nunca mais ouvi. Sempre fiquei meio pé atrás com minhas tentações tietísticas, já que normalmente o limite tênue entre o que é uma demonstração de carinho e uma pegação no pé é vencido no ímpeto de mostrar àquela pessoa que você admira o quanto ela foi importante em sua vida. E pro ídolo, você é um ilustre desconhecido que não priva de sua intimidade, apesar de saber mais da vida ele do que ele mesmo, muitas vezes.

Sou corintiano, como quem me lê já sabe, e sexta-feira pude estar na presença do único ídolo de minha infância/adolescência que ainda não conhecia. Sócrates chegou, deu uma gingadinha na cadeira ao som da música do grupo de dança da Univali que antecedeu sua palestra, o que me fez ter certeza de que, realmente, ser um ser público foi um exercício a que ele teve de se submeter, desde que despontou no futebol. Pois não deve ser fácil se tornar uma celebridade.

Os outros dois jogadores do Corinthians que foram meus ídolos também conheci sem que tivesse que me esforçar para isso. Melhor assim, combinando com meu jeito blasé de ser. Com o Neto troquei algumas palavras no...Hopi-Hari. Entre uma montanha-russa e um chacoalhador de seres humanos qualquer, sob o sol inclemente do interior paulista, lá estava o cara que fez com que meu time deixasse de ser um clube regional para honrar seu hino e se tornar campeão brasileiro. Casagrande conheci na agência em que trabalhava, em Alphaville, o cara era cliente do banco e volta e meia dava as caras por lá. Em todos os casos, a percepção que tive é a de que a fama chegou sem que eles gostassem do efeito colateral que é o de ter um contato diário com pessoas desconhecidas que os conhecem, o que, invariavelmente, causa um choque térmico. É difícil para o latino, e sobretudo para o brasileiro, penso, entender que ser efusivo como somos com nossos amigos possa ser estranho para quem nunca nos viu na vida. É dura a vida de ídolo, neste aspecto.

Por isso, sempre procurei me manter na linha que separa o contato consentido do imposto, da ética que separa as relações profissionais das pessoais. Mas, humano que sou, guardei o porta-cartões detonado que o Casa me pediu para jogar fora. Você sabe o que é tiete?

Roberto Vieira - Locutor, publicitário, apresenta o Tá Ligado nas manhãs da Univali FM e o Mondo Pop, nas quintas 10 da noite e sábados 2 da tarde. E é claro, o Som Catarina na hora do almoço. http://www.robertovieiralocutor.com/

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Jornalismo

“Porque o jornalismo é uma paixão insaciável que só se pode digerir e humanizar mediante a confrontação descarnada com a realidade. Quem não sofreu essa servidão que se alimenta dos imprevistos da vida, não pode imaginá-la. Quem não viveu a palpitação sobrenatural da notícia, o orgasmo do furo, a demolição moral do fracasso, não pode sequer conceber o que são. Ninguém que não tenha nascido para isso e esteja disposto a viver só para isso poderia persistir numa profissão tão incompreensível e voraz, cuja obra termina depois de cada notícia, como se fora para sempre, mas que não concede um instante de paz enquanto não torna a começar com mais ardor do que nunca no minuto seguinte.”

Gabriel Garcia Márquez