sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Ela...

Não sei o que acontece, mas é só eu olhar e aqueles olhos doces e meigos me seguem. Não importa a cidade, o lugar, eles estão ali e sabem que eu não resisto.

Hoje aconteceu de novo. Estava eu, esperando na porta do dentista, que estava atrasado. Eu e outro menino. Conversávamos sobre a diferença entre o aparelho ortodôntico fixo e o móvel. Usei os dois e odiei os dois, mas odiei ainda mais o móvel. E ela ali, perambulando, com uma patinha manca e um andar esguio. Suas tetinhas meio caídas denunciavam que a amamentação e alguns filhotes se fizeram presentes em seu passado recente. Por pouco ela não foi atropelada. Primeiro por uma moto, depois por um carro. Meu sangue gelou. Não posso ver isso. Não posso com isso.

Uma mulher gorda e asquerosa pintava os detalhes em branco de uma calçada vertical com traços alvinegros. Quando ela se aproximou a mulher gritou e com o cabo do rolo de tinta ameaçou acertar um golpe na pobre cadelinha preta. Eu estava ao longe, observando, indignada com a forma que as pessoas tratavam o pobre animal. Mas, nada fiz. Fiquei ali, apenas olhando. Patética.

Não sei quanto tempo se passou, talvez uns 15 minutos, sei que ainda esperava o dentista, quando eu e o garoto, sentados no meio fio da calçada, fomos surpreendidos por uma presença logo atrás de mim. Há menos de um metro lá estava ela, ao meu lado. Eu só conversei qualquer coisa nessa língua que nós mulheres geralmente insistimos em falar com bebês, cães, gatos, etc... pra ela começar a balançar o rabo. Fiz carinho nela, que logo se deitou sobre a minha bolsa. Tão doce, tão meiga. Me perguntei sobre todas as maldades pelas quais aquela pobre cadelinha havia passado. Fome, sede, dor, maus tratos...

Um casal e a filhinha deles, de uns cinco anos, se aproximaram. Também aguardavam o dentista. Nisso um homem de moto avisou que ele havia recebido uma mensagem que transferia o horário da consulta. O casal desistiu de esperar e nisso a menina quis passar a mão na cadelinha. A mãe imediatamente repreendeu e disse que ela não deveria passar a mão num bicho de rua. O homem perguntou se a cadela era minha, eu disse que não e perguntei se ele não queria adotá-la. Ele nem teve tempo de responder, a mulher imediatamente assumiu sua fala e disse que não. Deu pra notar que ela odeia bichos. Sorte da cadelinha, pior que viver nas ruas é estar preso no pátio de alguém que não tem amor aos animais. E eu me pergunto por que algumas destas pessoas, que odeiam os bichos, insistem em tê-los? Pelo menos a mulher não quis, menos mal.

Sei que alguns minutos depois fui eu que fiquei com o coração na mão. Levantei para ir embora, quando após quase uma hora de espera finalmente percebi que o dentista não viria. Ela levantou também e começou a chorar quando eu me aproximei do Fusquinha. Era como se pedisse para eu ficar ali com ela. Me deu vontade de colocá-la no carro e trazê-la para casa, mas aí me lembrei que já fiz isso tantas vezes, tantas que o resultado são sete cães. Meu pai certamente teria um ataque estérico, minha mãe um colapso nervoso. E sim, eu havia prometido que não faria mais isso. Quebrei o juramento. Botei ela dentro do Fusca. Era como se aquele ato fosse algo mágico e que aquela pobre cadelinha teria um destino maravilhoso porque eu havia salvado ela das ruas. Meu intuito era levá-la para o veterinário, mas passei em casa antes para dar um prato de ração e água. Ela pouco comeu. Constatei que alguém tinha dado comida. Ela estava magra, mas nem tanto.

Meu pai viu a movimentação. Meus cães ficaram enlouquecidos. Ela estava no banco do carona e assustada. Tadinha. Nisso encontrei minha mãe que vinha da padaria. Não sabia o que fazer, ficou apavorada, disse o de sempre, que não havia condições, pois já eram sete. Eu levei para minha tia, na esperança que ela cuidasse da cadela até amanhã. Ela disse que não poderia. E uma dúvida me assombrava. Apertei uma de suas tetinhas. Ainda havia leite. Eu achei que ela não estava mais amamentando. Pra mim a cria já tinha crescido, mas quando vi o leite pensei que havia feito uma grande bobagem.

Provavelmente a cadelinha tinha abandonado os filhotes para conseguir comida e eu precisava levá-la ao encontro deles, mas aonde? Se no local onde eu estava ela não tinha filhote algum? Lembrei de um boteco onde sempre têm cachorros e gordinhos. Junto com os cães, homens simples, quase todos vítimas da dependência do álcool, formam uma mistura de coisas que a maioria da sociedade finge não existir. Ao contrário da mulher que pintava a calçada e da mãe da menina que não podia passar a mão na cadelinha, eles ao avistarem a dócil Laika a chamaram pelo nome. Ela no mesmo instante murchou a orelha e abanou o ramo indo em direção ao homem que gentilmente disse que eles davam comida e que os filhotes estavam em uma casa, próximo à praia. Eu entrei no Fusca, eles se comprometeram a levá-la ao encontro dos filhotes. Me senti estranha. Tentei fazer algo bom, mas por sorte voltei para deixá-la onde ela deveria ficar. Pretendo ajudar a doar os cães e a achar um lar para ela, conseguir uma castração, etc... A Laika, assim como milhares de cães, gatos, animais e pessoas merecem uma vida digna. Queria que o mundo não fosse tão injusto e tão feio. Queria que os animais não precisassem passar por isso. Queria que as pessoas não fossem tão más e tão fúteis.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Ausência

Olá amigos!

Peço desculpas pelo grande período de ausência e posts apenas sobre eventos culturais. Acho que não tinha nada mais interessante para falar ou pelo menos, precisava colocar os parafusos em dia.

Muita coisa tem rolado na minha vida, comecei um trabalho e agora, há alguns dias, recebi uma proposta de outra oportunidade que parece ser muito bacana. Em breve falo mais sobre isso.

Quanto a minha vida, parece que entrei num liquidificador. Tenho estado tão cansada, tão cheia de coisas para terminar e enroladas que não sei bem como descrever. Mas, estou me organizando. Parece que aos poucos tudo tem entrado nos trilhos.

Deixei de morar com meu companheiro de quase cinco anos e isso foi bastante dolorido, ainda mais porque partiu de mim esta escolha. Não sei se fiz o certo, pois ainda gosto muito dele, mas nossas vidas já não estavam no mesmo curso. Ele é uma das pessoas que mais amo no mundo, pra sempre vou guardar o carinho e a amizade, mas enfim, acho que nossa história seguiu por outros caminhos. Eu tenho sonhado com tanta coisa, tenho tentado resgatar meus reais sonhos para não me arrepender no futuro. Tenho tentado pensar acima de tudo em mim. No que eu quero, exclusivamente. Estou dando este tempo para mim.

Enfim, estou cansada e com sono. Outro dia volto aqui. Peço desculpas pela ausência. Bjos

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

MOSTRA DE CINEMA FRANCÊS

Período: 03 – 10/11/2009

Local: NEFA – Núcleo Experimental de Formas Animadas

Horário: 20h

Sinopse:

O cinema francês percorre o Brasil

Como parte das comemorações do Ano da França no Brasil, o SESC e a Embaixada francesa realizam, em parceria, a Mostra do Cinema Francês Contemporâneo. Oito filmes franceses, produzidos entre 2000 e 2007 vão itinerar por 231 Centros de Atividades do SESC em todo o país. O objetivo da mostra é proporcionar o acesso a essas obras e o diálogo entre artistas, intelectuais e o público em geral. Para o SESC, promover a Mostra significa levar ao público brasileiro questões da contemporaneidade francesa, como mais um caminho para a compreensão das nacionalidades. Desta forma, o cinema, mídia que faz parte da programação da entidade desde os anos 1970, cumpre sua missão educativa.



PROGRAMAÇÃO:

3 de novembro (terça-feira):
20h – Povoado number one (Bled Number One, 2006), de Rabah Ameur Zaïmeche, drama, duração 100’.

4 de novembro (quarta-feira):
20h – O Último dos Loucos (Le dernier des fous, 2006), de Laurent Achard, drama, duração 96’.

5 de novembro (quinta-feira):
20h – A Esquiva (L'esquive, 2003), de Abdellatif Kechiche, comédia dramática, 117’.

6 de novembro (sexta-feira):
20h – Assassinas (Meurtrières, 2005), de Patrice Grandperret, drama, 97’.

7 de novembro (sábado):
20h – A França (La France, 2007), de Serze Bozon, drama, duração 102’.

8 de novembro (domingo):
20h – Até já (A tout de suíte, 2004), de Benoit Jacquot, drama, duração 95’.

9 de novembro (segunda-feira):
20h – Tudo Perdoado (Tout est pardonné, 2007), de Mia Hansen-Løve, drama, duração 95’.

10 de novembro (terça-feira):
20h – De volta à Normandia (Retour en Normandie, 2006), de Nicolas Philibert, documentário, duração 113’.

Mais informações:
Setor de Cultura
SESC-Itajaí-SC
Fone: (47)3349-4096 / 9946-3388

domingo, 11 de outubro de 2009

Conferência Livre de Comunicação na Univali

Prezados colegas jornalistas:

no dia 15 de outubro – uma quinta-feira – a partir das 19h, vamos realizar Conferência Livre de Comunicação na Univali. Participarão acadêmicos de Jornalismo, RP e PP, mas também contamos com a presença de nossos egressos.

A Conferência Livre de Comunicação faz parte dos preparativos para a Conferência Nacional de Comunicação, programada para Brasília, em dezembro.

Tudo que tirarmos das discussões locais será encaminhado à Confecom. Quem não está satisfeito com o oligopólio da mídia, tem agora a oportunidade de se manifestar e de fazer sua parte para tentar democratizar o modelo de comunicação no Brasil.

Espero vocês !

Janete Jane Cardozo da Silveira - Coordenadora do curso de jornalismo da Univali

Local: auditório do bloco 16 (Direito)

Hora: 19h

Dia: 15/10 – quinta-feira

Itajaí recebe o Dia Internacional da Animação

Dia 28 de outubro é o Dia Internacional da Animação.

Mostra de curtas-metragens nacionais e internacionais.

Em 28 de outubro de 1892 Émile Reynaud realizou a primeira projeção do seu teatro óptico no Museu Grevin, em Paris. Essa projeção foi à primeira exibição pública de imagens animadas (desenhos animados) do mundo. Foi para comemorar esta data que a Associação Internacional do Filme de Animação (ASIFA) lançou o Dia Internacional da Animação, contando com o apoio de diferentes grupos internacionais filiados. Em Itajaí, o DIA acontecerá na Biblioteca Central Comunitária da Univali, às 19h30. A Mostra Infantil acontecerá no mesmo local às 16 horas. O evento tem o apoio da Universidade do Vale do Itajaí através da Biblioteca Central Comunitária e da Visual Company. A entrada é gratuita.

A edição brasileira do Dia Internacional da Animação é realizada pela Associação Brasileira do Cinema de Animação - ABCA (www.abca.org.br). A ABCA acredita no desenvolvimento de uma nova economia forte e estável com a atividade da animação brasileira em escala industrial a exemplo do que ocorre no mercado internacional, que movimenta milhares de empregos diretos e indiretos. Todo tipo de ação institucional que valorize esta mobilização é fundamental para a adequação do cenário brasileiro para esta concretização. Cinco focos básicos regem a instituição - pesquisa, fomento, formação profissional, difusão e distribuição. Hoje a ABCA conta com aproximadamente 290 associados em todas as regiões do país, está em sua quarta gestão e se mobiliza em todo Brasil para realização deste evento que conta com a participação de associados, animadores e interessados na área.

O evento que tem entrada franca e é sem fins lucrativos, vai para a sua sexta edição, conquistando, a cada ano, maior visibilidade e parceiros em diversos municípios brasileiros. A mostra oficial de curtas-metragens de animação é realizada no dia 28 de outubro às 19h30 simultaneamente em todas as cidades participantes. Na primeira edição em 2004 o evento foi realizado em São Paulo, já no segundo ano do evento em cinco capitais brasileiras, em 2006 em 19 cidades, em 2007 em 50 cidades, já em 2008 o evento alcançou 150 cidades contando com a participação de todos os 26 estados brasileiros e distrito federal sendo o maior evento simultâneo do gênero a ser realizado no Brasil: veja fotos e a programação de todos os anos no site www.diadanimacao.com.br. A mostra oficial de curtas-metragens brasileiros também é enviada para os 51 países da ASIFA fazendo parte da programação do evento no mundo. Em 2009 o evento acontecerá em mais de 300 cidades brasileiras.

A organização do evento contará novamente com o apoio na divulgação da Globo Filmes, TV Rá-Tim-Bum, TV Brasil, TV Cultura, Canal Futura, Espaço Z, Rain, Movie Mobz, Sesc TV, MTV, HSBC Belas Artes, Cinemateca Brasileira, Cine Brasil TV, o apoio do CTAV – Centro Técnico do Audiovisual do Conselho Nacional de Cineclubes, Fórum dos Festivais. Patrocínio do Fundo Nacional de Cultura da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura e da Petrobrás através do Programa Petrobrás Cultural com incentivo da Lei Rouanet, no Estado de São Paulo o DIA tem o patrocínio do ProAC 08 – Concurso de Apoio a Projetos de Festivais de Arte do Estado de São Paulo, e com a parceria da ASIFA para que a mostra brasileira também esteja presente na comemoração de diversos países no mundo.

Para mais fotos em alta resolução dos filmes acesse o link abaixo:

http://www.abca.org.br/dia/index.php?option=com_content&view=article&id=791&Itemid=376

CONTATOS:

Paulo Henrique de Moura

Coordenador do Dia Internacional da Animação em Itajaí

Jornalista - DRT SC 03432 JP

Telefone: (47) 9605 1426

Email: paulohmoura@gmail.com


Luciana Druzina

Diretora de Eventos ABCA - Associação Brasileira de Cinema de Animação

Coordenadora Nacional do D.I.A. - Dia Internacional da Animação

55 51 84119771 / 21 81856951 / 11 84005177

55 51 92924002

super8prod@yahoo.com.br

www.abca.org.br

www.diadanimacao.com.br



Câmara adia votação da PEC do diploma na CCJ para o dia 20/10

Da Redação Comunique-se

A votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 386/09, prevista para esta quarta-feira (07/10), foi adiada. O texto, que exige o diploma de jornalismo para o exercício da profissão, seria analisado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC). A proposta, de autoria do deputado Paulo Pimenta (PT/RS), só poderá ser avaliada daqui a duas semanas (20/10).

A deputada Rebecca Garcia (PP-AM), que preside a Frente Parlamentar em defesa do diploma de jornalismo, explicou que a votação foi adiada pela viagem do relator da PEC, o deputado Maurício Rands (PT-PE), que foi enviado a Honduras. “Por causa da viagem, a audiência pública proposta pelo Maurício Quintela foi aprovada, o que adiou a votação por mais duas semanas”, contou.

Rebecca disse que Maurício Rands confirmou a votação para o dia 20/10. O requerimento de audiência pública, proposta pelo deputado Maurício Quintela Lessa (PR-AL), deveria ter sido retirado para que a votação acontecesse nesta quarta-feira, mas diante da viagem do relator e de convites previamente enviados, a reunião permanece na pauta. A audiência deverá ser realizada no dia 15/10.

Visite Jornalista, só com diploma! em: http://jornalista-so-com-diploma.ning.com
A sensibilidade deveria ficar exposta, em carne viva. A dor não é pecado e o amor não é fragilidade. Saudade é uma das mais belas palavras.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

meus medos... minhas brigas... meus tropeços e arremessos

Ando pensando muito sobre a aparente fragilidade, o medo, o mostrar-se inseguro. Eu sou a senhora insegurança em pessoa. Ansiosa, roedoara inveterada de unhas. Mas, ao mesmo tempo há algo não sei onde aqui dentro, que me impulsiona e me faz seguir em busca do que realmente acredito. Faço uns caminhos meio alternativos, meio estranhos e tropeçados, mas no fundo, no fundo, dá certo. Nem sempre como eu quero, na hora em que quero, mas até que consigo. Isso me lembra uma música...


Ele não é só um corpinho... =)

"E, Rafael Cortez do ano de 2003: era esse o texto que eu queria que vc escrevesse um dia. Rafa do ano de 2006: esse é o texto que eu queria que vc lesse no futuro. Rafa de 2020: eu espero que textos realizados e felizes como o de agora tenham dominado seus últimos anos."

www.rafael.cortez.zip.net



Um dia meio introspectivo. ando introspectiva. pensando demais e sentindo de menos. Estou tão indiferente que me choca o quão insensível me apresento. não quero e não gosto de ser assim. preciso voltar a sentir.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Vote em mim!

Não, ainda não me candidatei a nenhum tipo de cargo político, é só uma gincana que estou participando.

A Editora Iphoto promoveu uma gincana via Twitter e eu sou uma das concorrentes a ganhar um DVD de Diagramação para fotos de casamento. Achei muito legal a campanha e especialmente a possibilidade de ganhar um prêmio. Adoro prêmios, brindes e coisas do tipo, especialmente quando são gratuitos. =)

Então, se você CLICAR AQUI e votar em mim, agradeço!

P.S.: Há alguns fotógrafos concorrendo, as fotos deles são ótimas, no Twitter há mais detalhes sobre os trabalhos de cada um...

Bjos

mone

http://editoraiphoto.wordpress.com/2009/10/01/1%C2%AA-gincana-relampago-da-iphoto-editora/


ATUALIZAÇÃO EM 09/10/09 - Meus agradecimentos a todas as 13 pessoas que votaram em mim! Muito obrigada, de coração. Fui lanterninha, mas o que vale é tentar! De verdade! Obrigadão!

terça-feira, 29 de setembro de 2009

"Vidas separadas pelo mar" em Brasília

A escritora e jornalista itajaiense Sheila Ana Calgaro irá lançar o livro “Vidas separadas pelo mar”, na 3º Conferência Nacional de Aqüicultura e Pesca, em Brasília. O evento acontece no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, entre os dias 30 de setembro e 02 de outubro.

Com o lançamento do livro, também será aberta a exposição de fotos e extratos da obra, além da exibição do documentário “Ciclo das Horas”. Tanto o documentário como a obra retratam as histórias de vidas de pescadores industriais, familiares e pessoas ligadas à pesca industrial em Santa Catarina.

O evento é organizado pelo Conselho Nacional de Aqüicultura e Pesca (Conape) e coordenado pelo Ministério de Pesca e Aqüicultura (MPA). O vice-presidente, José Alencar, e a Ministra Chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, além do Ministro da Pesca e Aqüicultura, Altemir Gregolin, estarão presentes na abertura oficial.

CONTATO: Sheila Ana Calgaro - (47) 9605-6061



Sobre a obra

O livro-reportagem "Vidas separadas pelo mar" reúne narrativas retratando a vida de pessoas relacionadas à pesca industrial em Santa Catarina. O objetivo maior é registrar memórias e vivências de cidadãos anônimos que somem frente aos números e dados oficiais quando se trata da atividade pesqueira.

A autora apresenta histórias como a de Pinta Preta, pescador português que trabalhou em embarcações ainda movidas a carvão e foi pioneiro em explorar os mares do extremo-sul do Brasil. A vida de Virgínia, solitária em sua casa, convivendo com a constante espera pelo marido. As lembranças de Ricardo, sobrevivente de um naufrágio, que ficou quatro dias à mercê do oceano. A tristeza de Salma Benta, ao perder três filhos para o mar.

Histórias também vivenciadas por Sheila, a bordo do barco Monkfish, durante cinco dias em alto-mar, com dez pescadores. "Foi a maneira mais viva que encontrei para trazer minhas impressões e sensações ao texto meramente informativo. Para relatar a rotina estafante destes homens a puxar centenas de metros de rede, durante o dia inteiro", explica a autora. Desta forma, o livro se divide em 14 capítulos com histórias de vidas e aqueles nos quais a autora narra, em primeira pessoa, a experiência em alto-mar.

O livro foi lançado pela Lei de Incentivo à Cultura de Itajaí, com patrocínio da Multilog e apoio do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Pesca de Santa Catarina (Sitrapesca). A obra surgiu a partir do Trabalho de Conclusão de Curso da autora, apresentado em julho de 2007, para obtenção do diploma de bacharel em Jornalismo, pela Univali. Foram publicados mil exemplares, através da Editora Maria do Cais.

Exposição itinerante e outros projetos

O projeto, proposto na Lei de Incentivo à Cultura de Itajaí, foi ampliado para a exposição itinerante de 14 banners, com trechos do livro e fotos dos personagens, feitas pelo jornalista Elton de Souza. A exposição já percorreu espaços públicos em Itajaí, Florianópolis e Bombinhas.

A autora distribuiu gratuitamente cerca de 500 exemplares para pesquisadores de todo o país, além de algumas escolas de Itajaí e Florianópolis. Os professores já estão utilizando o livro em sala de aula.

"Muitas crianças e jovens têm pescadores em suas famílias. Mostrar a importância das memórias destas pessoas é fundamental para que os alunos também entendam a história da nossa região".

Sobre o documentário “Ciclo das Horas”

O documentário “Ciclo das Horas” mostra os relatos de pescadores industriais e familiares, o trabalho de semanas no mar e o cotidiano de poucos dias em terra. Todos eles trabalham em Itajaí, mas vivem na cidade de Imbituba, município com pouco mais de 40 mil habitantes. O vídeo une os depoimentos com uma narração poética e lúdica, misturando elementos de animação.

As imagens mostram a rotina de dez pescadores em alto-mar, durante viagem realizada por Sheila Ana Calgaro, diretora e produtora geral do documentário, além de depoimentos de seus familiares em terra. O filme foi finalizado apenas em julho deste ano e realizado de forma independente.

A equipe conta com a produção de Simone Castro, arte e fotografia de Mederijohn Corumbá, edição de Luciana Siebert e Roberto Stahelin, finalização de Luciana Siebert, trilha sonora de Leonardo Felippi e narração de Mariana Furlan. O apoio é do Sitrapesca e Pousada Barra Mar.

Agora, a equipe busca patrocínio para o filme, produção de DVD’s e exibições públicas.

Inscrições prorrogadas para o 11º Catavídeo

Em função da greve dos Correios os produtores catarinenses terão a mais uma chance de participar, inscrevendo suas realizações audiovisuais no 11º Catavídeo – Mostra de Vídeos Catarinenses, até o dia 16 de outubro. O evento acontece entre os dias 16 e 21 de novembro, no SESC da Prainha, em Florianópolis. O 11º Catavídeo conta mais uma vez com mostras paralelas como a tradicional sessão maldita, lançamento de livro e a presença de Eduardo Valente, que apresentou este ano o seu primeiro longa-metragem “No meu lugar”, com sessão especial em Cannes.

Além da programação, cinco oficinas já estão confirmadas para este ano. Com a colaboração de diretores e produtores locais, eles irão explorar técnicas de animação de sombra chinesa, animação com recortes, linguagem do vídeo, oficina de documentário e videodança. As inscrições serão gratuitas e logo estarão abertas.

Como uma das principais janelas de exibição, cerca de 800 vídeos já passaram pelo festival, ao longo de suas edições. O Catavídeo - Mostra de Vídeos Catarinenses se estabelece como um canal livre de discussão entre os realizadores audiovisuais do estado.

Para o público espectador serve também como ferramenta e incentivo à produção para aqueles que pretendem iniciar a jornada como produtores de vídeo nas suas mais diversas temáticas, formatos e linguagens, por meio de ferramentas e capacitação profissional.

O festival é realizado pela Associação Cultural Alquimídia e o Fundo Municipal de Cinema de Florianópolis (FUNCINE), em parceria com o SESC-SC. O regulamento e a ficha de inscrição (para preenchimento on-line ou download) estão disponíveis no site www.catavideo.org

Outras informações:
FUNCINE - Fundo Municipal de Cinema de Florianópolis. Forte Santa Bárbara, Centro, CEP: 88010-410, Florianópolis / SC
Expediente: 13h30min às 18h (de segunda a sexta-feira)
Fone: (48) 3224-6591 / (48) 9989-4215
E-mail: catavideo@alquimidia.org

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Eu juro!

Prometo ser mais disciplinada. Prometo escrever mais, pensar mais, executar mais, ler mais. Ouvir mais, ser mais, sentir mais.

Em breve, pretendo ser... uma pessoa melhor.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Feira de adoção de animais em Itajaí

No próximo sábado, 19 de setembro, será realizada mais uma feira de doação de animais em Itajaí. Ela acontece no estacionamento do supermercado Comprefort, a partir das 10h da manhã. A iniciativa é composta por voluntários que trabalham pela proteção e bem estar animal. São cães e gatos que esperam um lar saudável e feliz. A adoção é gratuita.

Se você não puder adotar, por favor, participe da campanha e doe um quilo de ração ou alimento para cães e gatos.

Os interessados em adotar um animalzinho devem ser maiores de idade, comparecer com documento de identidade, assinar um termo de compromisso com a responsabilidade de cuidar e oferecer uma vida digna ao bichinho. Além disso tudo, é preciso antes de mais nada verificar se ela possui condições para adotar um animal.

Faça algumas perguntas como:

- você tem espaço suficiente para ter um animal de estimação?

- você dispõe de tempo para atender às necessidades permanentes de carinho, companhia e exercícios físicos que seu amigo precisa?

- você tem condições financeiras para alimentá-lo diariamente, além de vaciná-lo e levá-lo ao veterinário periodicamente?


Pense bem antes de adotar e se você estiver disposto a compartilhar afeto e carinho, compareça neste sábado, a partir das 10h, no estacionamento do supermercado Comprefort, em Itajaí.

Muito obrigada, att.

Simone Castro
(47) 8422-6733

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

terça-feira, 15 de setembro de 2009

A estranha

No meio da multidão, ela é só mais um.
Sentada no ônibus, parada na esquina, lendo um livro com seu óculos fundo de garrafa.
Não é bonita e não se faz bonita.
Sonha acordada em devaneios submersos.
É simpática e educada.
Ri alto, mas ainda assim, passa despercebida.
A tranquilidade é apenas superficial.
Há uma explosão de sentimentos ali dentro.
Uma vida calma que parece desmoronar.
A dúvida entre qual caminho seguir.
Os desejos, o futuro, a incerteza.
Nada é fixo. E não existe pra sempre.
É apenas uma história e ela não sabe que é um personagem.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Setembro

O sorriso esconde a lágrima.
Sob a maquiagem, solidão.
O espelho reflete a espera.
Em meio às crianças, ao som alto de gritos e gargalhadas, brincadeiras e um pula-pula, ainda há tristeza.
Uma dor de cabeça emaranhada ao estômago vazio.
À espera pela comida ao fim da festa.
Enquanto todos se divertem, o esforço em fingir-se feliz.
Ao final, ao tirar a maquiagem, finalmente o olhar no espelho revela o sentimento secreto.
A lágrima salgada finalmente escorre pela bochecha vermelha.
É hora de iniciar um novo show.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Você sabe o que é tiete?

Eu simplesmente adorei o texto do Roberto Vieira. Me identifico profundamente, pois já passei pela estranha sensação de me sentir tiete. Pior, groupie... mas isso é assunto para uma outra hora. Fique abaixo com o texto do Roberto.

Caso queira conhecer outros textos ou o ótimo blog dele: http://blogs.abril.com.br/ressonancia

Abraços,

Simone


Você sabe o que é tiete?

Gilberto Gil fez um frevo com este tema, lá pelo começo dos anos 80, se não me engano em homenagem a Regina Casé. Devia encher bastante o saco do GG, que, baiano, em vez de dar soco, pontapé, gritar, fez uma canção bem bacaninha, que infelizmente nunca mais ouvi. Sempre fiquei meio pé atrás com minhas tentações tietísticas, já que normalmente o limite tênue entre o que é uma demonstração de carinho e uma pegação no pé é vencido no ímpeto de mostrar àquela pessoa que você admira o quanto ela foi importante em sua vida. E pro ídolo, você é um ilustre desconhecido que não priva de sua intimidade, apesar de saber mais da vida ele do que ele mesmo, muitas vezes.

Sou corintiano, como quem me lê já sabe, e sexta-feira pude estar na presença do único ídolo de minha infância/adolescência que ainda não conhecia. Sócrates chegou, deu uma gingadinha na cadeira ao som da música do grupo de dança da Univali que antecedeu sua palestra, o que me fez ter certeza de que, realmente, ser um ser público foi um exercício a que ele teve de se submeter, desde que despontou no futebol. Pois não deve ser fácil se tornar uma celebridade.

Os outros dois jogadores do Corinthians que foram meus ídolos também conheci sem que tivesse que me esforçar para isso. Melhor assim, combinando com meu jeito blasé de ser. Com o Neto troquei algumas palavras no...Hopi-Hari. Entre uma montanha-russa e um chacoalhador de seres humanos qualquer, sob o sol inclemente do interior paulista, lá estava o cara que fez com que meu time deixasse de ser um clube regional para honrar seu hino e se tornar campeão brasileiro. Casagrande conheci na agência em que trabalhava, em Alphaville, o cara era cliente do banco e volta e meia dava as caras por lá. Em todos os casos, a percepção que tive é a de que a fama chegou sem que eles gostassem do efeito colateral que é o de ter um contato diário com pessoas desconhecidas que os conhecem, o que, invariavelmente, causa um choque térmico. É difícil para o latino, e sobretudo para o brasileiro, penso, entender que ser efusivo como somos com nossos amigos possa ser estranho para quem nunca nos viu na vida. É dura a vida de ídolo, neste aspecto.

Por isso, sempre procurei me manter na linha que separa o contato consentido do imposto, da ética que separa as relações profissionais das pessoais. Mas, humano que sou, guardei o porta-cartões detonado que o Casa me pediu para jogar fora. Você sabe o que é tiete?

Roberto Vieira - Locutor, publicitário, apresenta o Tá Ligado nas manhãs da Univali FM e o Mondo Pop, nas quintas 10 da noite e sábados 2 da tarde. E é claro, o Som Catarina na hora do almoço. http://www.robertovieiralocutor.com/

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Jornalismo

“Porque o jornalismo é uma paixão insaciável que só se pode digerir e humanizar mediante a confrontação descarnada com a realidade. Quem não sofreu essa servidão que se alimenta dos imprevistos da vida, não pode imaginá-la. Quem não viveu a palpitação sobrenatural da notícia, o orgasmo do furo, a demolição moral do fracasso, não pode sequer conceber o que são. Ninguém que não tenha nascido para isso e esteja disposto a viver só para isso poderia persistir numa profissão tão incompreensível e voraz, cuja obra termina depois de cada notícia, como se fora para sempre, mas que não concede um instante de paz enquanto não torna a começar com mais ardor do que nunca no minuto seguinte.”

Gabriel Garcia Márquez

sábado, 29 de agosto de 2009

Ação Consciente

Fonte: Instituto Nina Rosa

Grandes empresas estão sempre pensando na preservação do meio ambiente e na otimização de recursos. E pensando nisso, a Spranq – uma agência de comunicação holandesa – criou uma fonte ecologicamente correta, baseada na ideia de Colin Willems, chamada Ecofont®.

A Ecofont® foi criada com base na fonte Vera sans. A ideia básica foi a criação de uma fonte que tem espaços em branco, como furos, dentro dela. Isso permite uma economia de tinta da impressora muito superior às impressões com fontes normais. A economia é de cerca de 20%.

ecofont

Note na imagem que a Ecofont® tem furos dentro dela, são estes furos que permitem a economia de tinta. Alguns especialistas dizem que não há certeza de que a fonte será utilizada em grande escala profissionalmente. Claro que para uso doméstico e uso interno nos escritórios, funciona muito bem, pois você pode economizar bastante. No mínimo, é uma grande ideia.

A Ecofont® funciona bem nos tamanhos 9 e 10. A qualidade da impressão depende também da qualidade da impressora e do software.

O ambientalismo é um assunto muito importante e devemos pensar em todas as maneiras de proteger o lugar onde vivemos. Por isso, sempre existem profissionais pensando em maneiras práticas para garantir o nosso futuro.

Aí vai uma dica: baixe a Ecofont® no seu computador e faça um teste. Comece a economizar tinta da sua impressora na sua casa ou escritório. Assim, você protege o planeta e também o seu bolso.

Fontes de pesquisa:

Site da Ecofont: http://www.ecofont.eu/ecofont_pt.html


Site da agência Spranq: http://www.spranq.nl/en/


Revista National Geographic Brasil, agosto de 2009. http://ngbrasil.com.br

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Gilmar Mendes, em Curitiba, amanhã!

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, desembarca em Curitiba na próxima sexta-feira (28/8).

Mendes deve fazer uma palestra às 19 horas, no auditório do 10º andar do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná.

O Sindijor-PR (Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná) apurou que, antes, às 17 horas, o presidente do STF deve se reunir com o presidente do TJ, também na sede do órgão.

O Sindicato convida jornalistas e estudantes a participar, no Centro Cívico, de uma recepção calorosa ao ministro, relator da ação que retirou a obrigatoriedade do diploma em jornalismo para o exercício profissional.

A visita acontecerá um dia depois de uma audiência pública realizada na Camara dos Deputados, em Brasília, sobre a questão do diploma.

Tramitam no Congresso Nacional duas propostas de emenda constitucional (PECs) que restabelecem a exigência da formação específica em jornalismo. Uma frente parlamentar mista está em processo de criação.

O Sindijor-PR pretende publicar em breve a relação de deputados e senadores paranaenses que já aderiram à frente pró-diploma.

Visite Jornalista, só com diploma! em: http://jornalista-so-com-diploma.ning.com

sábado, 22 de agosto de 2009

Assista ao vídeo e ajude um animalzinho a se alimentar

Campanha da Pedigree "Adotar é tudo de bom". Assista ao vídeo abaixo e garanta um prato de ração para um animal abandonado.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Meu irmão que queria ser o Taffarel

Simone Castro

Lembro-me agora daqueles tempos antigos de minha infância na Vila Ideal, em Canoas, Rio Grande do Sul, onde os meninos corriam pelos campinhos de várzea e onde uma gurizada sem fim se reunia pra jogar bola nas tardes após a aula. Devia ser entre 1988 ou 1990, quando eu não tinha mais do que sete ou oito anos e era a única menina do grupo a brincar com os meninos. Geralmente eu ficava só olhando, outras vezes eu jogava também.

Lembro do meu irmão Fabiano, aquele garoto meio gordinho que ia pro gol fazer suas defesas maravilhosas e imitava as jogadas e os lances de Cláudio Taffarel, seu maior ídolo até então. Engraçado era que todos lá em casa sempre foram gremistas, e meu irmão talvez fosse o mais fervoroso, mas estranhamente seu ídolo jogava no time adversário. Enfim, coisas de garoto.

Lembro que não importava o campinho, mas uma coisa era sempre igual: ao redor da área do goleiro tinha uma grande rodela de mato desmatado e o chão vermelho embarrava os uniformes que não eram nada mais do que roupas velhas ou camisas brancas com os números pintados atrás com tinta de tecido. O Fabiano, ou apenas Mano, como insisto em chamá-lo até hoje, usava uma fita crepe para pintar o número que deveria ficar milimetricamente compatível e a tinta não devia borrar. Depois ele tirava a fita e o número ficava certinho.

Uma vez eu joguei no gol e um garoto que era nosso vizinho chutou uma bola forte na minha barriga. Meu irmão, sem hesitar, não pensou duas vezes e foi tirar satisfação com o menino. Foi o maior quebra-pau. O Fabiano deu uns bons sopapos no garoto magrela que se achava o melhor em tudo. Era o típico dono da bola, ninguém o suportava, mas os meninos todos aceitavam que ele jogasse porque tinha o poder de ter a redondinha.

E tinha o Jonathan, um amigo de meu irmão que eu achava bonito. Eu, ainda tão pequena pensava que quando crescesse poderia, quem sabe, vir a me aproximar dele. Tinha ainda os passeios de bicicleta. Como meu irmão é cinco anos mais velho, suas zicas ou magrelas, como se denomina bicicleta aqui em Santa Catarina, passavam dele pra mim. Eu tinha uma BMX que tinha sido dele e que por seu zelo e cuidado, foi motivo de muitas brigas entre nós. Ela era bordô metálica, linda e eu caí alguns tombos com ela. Arranhei braço, perna, aquela coisa de criança. Tinha também a “Nastácia”, bicicleta da minha mãe com freio de pé. Meu irmão me colocava na garupa e pedalava o mais que podia. Meus cabelinhos lisinhos voavam com o vento que batia em meu rosto enquanto ele ria e se exibia pra mostrar o quanto conseguia ser veloz. Até hoje é apaixonado por velocidade.

As atividades esportivas tinham um sabor de quero mais, especialmente no verão, quando anoitecia quase sempre por volta das 21h. O Sol se põe mais tarde no sul do País. É estranho, porque aqueles anos, aproximadamente sete ou oito anos de minha vida se imortalizaram de tal forma que parecem muito mais. A minha infância é como se tivesse sido há muito tempo, mas também estivesse aqui perto. Eu e meu irmão crescemos, mas ainda guardamos dentro de nós aquelas coisas. As brincadeiras com as panelas de nossa mãe, os carrinhos dele que eu quebrei, as corridas, o pega-pega, esconde-esconde, a diversão que era tomar banho de piscina de plástico, as figurinhas do Campeonato Brasileiro e as jogadas de “bafo” pra ver quem conseguia ganhar mais exemplares pra completar o álbum antes.

Lembro-me quando meu irmão ganhou o troféu de goleiro menos vazado e seu time de futebol da escola foi campeão. Até hoje ele guarda o troféu de latão, que pra ele é como se fosse de ouro.

Meu irmão queria ser goleiro profissional, mas os caminhos da vida o levaram pra outro sentido. Hoje ele é gerente de uma concessionária de caminhões, outra de suas paixões. E mesmo com seus quase 1,90 metros de altura e seus 31 anos, quando olho pra ele ainda vejo aquele pequeno garoto que me chamava de “seca” nas discussões, mas que me carinhosamente dizia Mone quando estava de bem comigo.

Sempre achei interessante ver o mundo com os olhos de um menino e meu irmão me deu este olhar. Eu, a menina que brincava de bonecas, de Barbie com as outras meninas, mas admirava e me interessava por aquele mundo deles, tão particular, tão interessante. Parece que foi ontem que nós dobramos a esquina e que chegamos até aqui.

*Crônica esportiva realizada para a matéria de Jornalismo Especializado, ministrada pela jornalista Valquíria Michela John (2008).

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Episódio 4 - Flying Kebab

Mostra de Cinema Jodorowsky

Abertura com Palestra sobre Jodorowsky

Período: 24 a 27/08

Local: Univali-Itajaí (Biblioteca Central)

Horário: 19h30

ENTRADA FRANCA

O projeto é uma parceria do Sesc com Centro Cultural Banco do Brasil. A mostra será composta pelos filmes: “A montanha mágica”, “El Topo”, “Fando e Lis” e “LaCravate”. O Período de realização é de 24 a 27 de agosto de 2009.

Jodorowsky iniciou sua carreira no cinema incompreendido pelo público. Era 1968, exibição de Fando e Lis no Festival de Acapulco no México. O diretor teve que sair do teatro pela porta dos fundos. Já o segundo longa-metragem, lançado timidamente em uma madrugada de 1970, nos EUA, ganhou enorme repercussão, devido a admiração expressa de John Lennon e Yoko Ono, que assistiram incidentalmente à película. El Topo obteve assim bilheteria expressivae ficou marcado como o primeiro “Midnight Movie”, mudando para sempre a estratégia de promoção dos filmes underground.

Cineastra, dramaturgo, literato, ensaísta, tarólogo e especialista em psicomagia, Jodorowsky é fundador do teatro do pânico com os surrealistas espanhóis Arrabal e Topor. É também reconhecido como grande autor de histórias em quadrinho, e considerado um dos percussores da arte multimídia.

Os participantes da mostra recebem um catálogo sobre a vida e a obra deste cineastra produzido em parceria entre o SESC e o Centro Cultural Banco do Brasil. A Mostra Jodorowsky promovida pelo SESC exibe seus quatro primeiros trabalhos: o curta-metragem Le Cravate (1957), e os longas-metragens Fando e Lis (1968), El Topo (1970) e A Montanha Sagrada (1973).

Contato:
Marcelo Morais
Setor de Cultura e Turismo Social
SESC-Itajaí-SC
Fone: (47)3349-4096 / 9946-3388

domingo, 16 de agosto de 2009

Neide Duarte, A jornalista!

Situações simples e cotidianas se transformam na mais pura e verdadeira poesia. O olhar observador, poético e singelo de Neide Duarte apresenta o jornalismo em sua forma mais profunda: o do saber ouvir. Pra mim ela é sem dúvida a melhor jornalista deste país.

Desde criança eu ouvia aquela voz doce e suave e pensava: como são boas suas matérias! Somente com o passar dos anos eu memorizei seu nome e muitos anos depois, quando me perguntavam na faculdade sobre um jornalista referência, logo vinha o nome da Neide na minha cabeça. Todos os projetos que ela já fez, como o Frutos do Brasil (abaixo uma entrevista dela sobre a iniciativa), Caminhos e Parcerias (série para a TV Cultura), entre tantas matérias sobre cultura, cotidiano, artes, grandes-reportagens para o Globo Repórter, etc, etc... Tudo tão bacana!
Os mais próximos sabem que eu quando uma reportagem sua é exibida eu paro tudo e fico atenta olhando para a TV.

Ela é cativante por sua simplicidade, facilidade em ouvir pessoas anônimas, em andar pelas ruas, em ouvir gente, em se transpor e se inserir no que reporta. Neide é humana, demasiadamente humana. Quando eu crescer quero ser um pouquinho como ela, ter um tantinho de sua sensibilidade ao sintetizar fragmentos de histórias de vida em registros audiovisuais. Obrigada por tudo Neide!

Abaixo uma amostra do grande talento desta paulistana fantástica! Bjos






sexta-feira, 14 de agosto de 2009

“Clube de Cinema Idoso em Foco” expande suas atividades para os Asilos de Itajaí



O Projeto “Clube de Cinema Idoso em Foco”, que leva cultura e informação até os idosos através da exibição de filmes, é uma parceria entre a Fundação Cultural de Itajaí e o Conselho Municipal do Idoso. Além de atender os Centros de Convivência do Idoso o programa passa, agora, a atender também os Asilos de Itajaí. A partir deste mês, os idosos do Asilo Dom Bosco e do Asilo Quatro Estações vão ser beneficiados com a exibição dos filmes.

Com o Projeto os idosos podem assistir documentários e curtas-metragens que resgatam a história de Itajaí, seus Bairros, Prédios Históricos e alguns personagens que contribuíram para a formação da cidade, resgatando a vivência de muitos idosos neste contexto. Baseado na Política Municipal do idoso, o “Clube de Cinema Idoso em Foco”, visa garantir ao idoso a participação no processo de produção, reelaboração e benefício dos bens culturais. Assim como, valorizar o registro da memória e transmissão de informações e habilidades do idoso aos mais jovens, como meio de garantir a continuidade e a identidade cultural.

Através da garantia desta Política Municipal ao Idoso, a Fundação Cultural também se preocupa em propiciar ao idoso o acesso aos locais e eventos culturais, mediante preços reduzidos, cobrando apenas o valor de meia entrada. Também incentiva os movimentos de idosos a desenvolver e vivenciar atividades culturais, todas com o respaldo da Fundação e do Conselho do Idoso, para garantir cultura, esporte e lazer para terceira idade.

Fonte: Fundação Cultural de Itajaí

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Mateus, o balconista!

Conheci hoje e não parei de assistir os vídeos de Mateus, o balconista. Declaradamente inspirado em Clerks (O Balconista), primeiro filme de Kevin Smith, a séria brazuca foi produzida ano passado pela Cavídeo Produções para o projeto OI TV Móvel. Assim, se tornou o primeiro longa produzido para celular no Brasil. Já são duas temporadas disponíveis também no You Tube. Tentei postar quase todos os episódios aqui. É um longo tempo, mas vale a pena.

A série tem direção de Cavi Borges, co-direção de Pedro Monteiro e roteiro dos dois. A curiosidade é que a locadora onde o vídeo se passa realmente é do diretor Cavi. Localizada no bairro Humaitá, no Rio de Janeiro, o espaço também serviu de locação para o primeiro curta do músico Marcelo Yuka: "O filme do filme roubado do roubo da loja de filmes".

Além do ótimo texto e das situações realmente parecidas com o que rola nas videolocadoras, o sucesso de Mateus, o balconista está nos atores. Mateus Solano está mais do que perfeito no personagem central, assim como todo o restante do elenco.

Eu que trabalhei por quase um ano em uma videolocadora cult de Porto Alegre me identifiquei profundamente com a trama. Inclusive já pensei várias vezes em fazer algum vídeo sobre isso, mas agora acho que seria demais.

Realmente há diversos perfis de clientes e os atendentes de videolocadora geralmente descarregam toda a raiva e frustração em cima destas pessoas. Mas, que algumas merecem, ah isso merecem...

É isso, bjos! Confiram aí a longa lista!!!

















































segunda-feira, 10 de agosto de 2009

All I Need!

Uma música, diversas versões de imagens... Radiohead...